DOIS EXELENTES ARTISTAS, ELE ENTÃO NEM SE FALASinceramente está até dificil de escrever, por causa de tanta decepção que tenho tido nesse final de semana com o melhor amigo que eu já tive na minha vida, lendo os desabafos da minha mãe no blog dela. Esses acho que todos já estão carecas de saber que são os meus avôs maternos. Ela mesmo ainda quando eu era menor, cheguei a ver algumas maluquices dela até o último dia de vida dela, portanto quando a minha mãe me contava, que ela era espancada pela minha avó, mesmo sem ler nada eu já acreditava, que ela fosse capaz de fazer aquilo realmente. Pois vi maluquices dela e não foram poucas, quando ela começou a ter problemas cárdiacos e ficava cheia de dores, p/ aliviar as dores passava álcool no peito e nas costas e as vezes enxarcava algodão de álcool, e colocava debaixo da roupa. E pra ter noção do quanto ela fazia loucuras, por varias vezes, com o corpo todo cheio de álcool ela ia acender o fogão. Abria panelas de pressão sem antes tirar a pressão da panela, correndo risco de explodir tudo e essas coisas eu não só ouvi como também vi ela fazer isso.
E outras coisas que faziam eu ver que ela tinha não só um como varios, parafusos a menos foi ver ela dar joias valiosas, que ela tinha sem cobrar nada. Aparelhos eletrodomésticos da casa, roupas muitas outras coisas. E só dava coisas valiosas!
Uma vez quando eu estava com 8 anos, Thamy tinha acabado de nascer e eu estava brincando aqui nos corredores, com varias bolas de futebol. As vezes uma entrava pra casa dela e quando eu ia pegar ela brigava comigo, até que um dia eu estava brincando com as minhas bolas de futebol, quando uma entrou novamente pra casa dela. A minha avó apareceu com uma peixeira enorme e afiada que nem Deus me livre na mão e disse que se entrasse mais uma vez, ela ia rasgar todas as minhas bolas e no meio dessas bolas, estava uma que eu havia ganhado da Michele em 1986, quando nós estavamos namorando como crianças. Continuei brincando tomando todo o cuidado do mundo pra que as bolas, principalmente a que a Michele havia me dado não entrar pra casa da minha avó, cheguei a falar pra ela fechar a porta porque assim elas não entrariam, mas ela se negou a fechar e preferiu ficar na reta da porta esperando que uma entrasse pra rasgar elas, com a peixeira. Até que uma hora a bola escapuliu mais uma vez, do meu pé e era justamente a que a Michele tinha me dado e entrou na casa da minha avó (que atualmente é a casa onde estou morando com a minha mãe e meu pai). Tentei correr pra evitar que a minha avó rasgasse ela, mas quando cheguei na porta ela meteu a peixeira na bola que a Michele tinha me dado, e rasgou ela toda. Fez picadinho de duas das minhas bolas de futebol, incluindo a que o meu primeiro amor tinha me dado! E a outra bola tinha apenas chegado perto do degráu da casa dela, mesmo assim ela pegou e rasgou ela também. Mas quando a minha avó rasgou a bola que eu havia ganhado da Michele eu só não chorei, porque tinha poucos meses que eu tinha saido do hospital (tinha poucos meses que a life havia nos separado um do outro novamente), e por isso eu não estava reconhecendo-a na escola. E também não me lembrava, que tinha sido ela que tinha me dado aquela bola. Só acontecia aquela parada quando eu passava por ela, que uma vozinha no meu sub-consciente, me dizia que eu conheçia aquela garota! Esse foi o motivo que fez eu não chorar no dia (eu ainda não estava tendo tanto sentimento por aquela bola). Mas quando "me lembrei" de tudo, do dia que a Michele me deu a bola e que foi a primeira que a minha avó tinha rasgado. Seis anos depois aos 13 anos (na adolescência), mesmo já estudando em outra escola e Michele morando e estudando em Niterói, senti uma raiva muito grande da minha avó, quando me toquei que bola era aquela que ela rasgou. Só que eu não me lembro qual foi a minha reação!
O que fazia eu tentar tomar cuidado com aquela bola no dia que a minha avó rasgou ela, era porque aquela mesma voz que me dizia que eu conheçia aquela garota, também me dizia que eu tinha ganhado aquela bola de uma pessoa que eu amava demais. Só que eu ainda não sabia que era a Michele! Eu só conto isso tudo detalhadamente desse jeito, porque atualmente eu recuperei todas as lembranças da gente, nos minimos detalhes, depois que nós nos reencontramos aqui em Copacabana em 2006. Eu não sei se contei isso pra minha mãe antes, se não contei estou desabafando hoje.
Por causa de coisas como essas e outras, eu sempre acreditei quando a minha mãe falava que ela era espancada pela minha avó. E pra ver como a minha avó era louca, é só ver que ela expulsou a irmã da minha mãe daqui de casa, por uma besteira que ela ouviu em um centro de macumba ao invés de médico. Depois quando a minha avó se tornou testemunha de Jeová, ela não queria nem que falasse essa palavra (macumba) perto dela. Que ela virava uma árara!
Agora com relação ao meu avô, esse foi um exelente artista depois que eu nasci. Pois sempre se mostrou pra mim, uma pessoa bastante temente a Deus, um avô muito carinhoso, vivia conversando comigo amigavélmente e não era amizade falsa, sempre zelou muito por todos nós. Pelo que percebo nos desabafos de minha mãe no blog dela, "mudou da água pro vinho". Ele sempre foi muito e as vezes até atencioso demais comigo, pra ter uma noção de como ele era comigo, quando adoeci aos 8 anos de idade, como conta a minha mãe, porque eu estava morrendo ela viu ele envelhecer a olho nú, na porta da emergência. Quando "acordei" do coma e fiquei internado ele só comia pão no fusquinha dele, e dava o que ele recebia pra comer lá no hospital, para eu almoçar novamente depois que eu terminava de almoçar o meu prato. Foram 1 mês e 11 dias assim. Quando tive alta e ia a missa com ele, sempre tava contribuindo p/ o progresso da igreja que frenquentavamos. Se sou católico hoje, é seguindo o que ele me ensinou quando, voltei a frequentar o Santuário que ele nem chegou a ver, só viu o salão de festas em construção o resto ele não chegou a ver. Se hoje estou uma pessoa mais amiga, aprendi com ele também a ser assim, como eu estou atualmente. Por isso eu nunca desconfiei do meu avô ter cometido nem uma virgula de erro na vida. Mas quando me deparei com o que a minha mãe escreveu, na postagem anterior que depois do AVC ele deitado na cama, quis fazer sexo. Isso me decepcionou muito com ele. Depois de ler também sobre como expulsaram, a que hoje seria a minha tia (Marinete) fiquei mais decepcionado ainda com ele. Na verdade eu estou achando a palavra decepção um pouco pesada demais, pra descrever o meu sentimento pelo meu avô, mesmo depois de ler o blog da minha mãe. Eu estou na verdade é espantado com tudo isso apenas isso! Porque agora sei que ele não foi sempre bom, como eu pensava dele. Agora raiva, rancor, ou qualquer coisa do gênero, eu nunca conseguirei sentir contra o meu avô, principalmente porque eu não tenho o que falar dele, por isso eu só tenho que amar ele cada vez mais, por ele ter se regenerado depois que eu nasci, e assim ter cuidado bem tanto de mim como da Thamy. Mas espantado isso eu infelizmente já estou!!! Porque eu nunca esperava que ele tivesse sido capaz de fazer, tantas barbaridades desse jeito!
Espero eu que quando ambos partiram desse mundo, que Deus tenha tido misericórdia dessas coisas que eles fizeram. E que não tenham sofrido nada!!! Mas pela pessoa que o meu avô era quado partiu, eu acredito que ele não tenha sofrido nada, porque eu acredito agora que ele quitou os erros dele com o sofrimento. Além de ter contribuido bastante com dinheiro e trabalho p/ a construção de mais uma casa de Deus, que é o santuário do qual eu faço parte do coral hoje, realizando um dos desejos que ele obtinha sobre mim e a nova igreja.
Porque é como eu estive falando com a Zu pelo tel, e alto pro meu pai ouvir no dia da discussão que a minha mãe e eu tivemos com o meu pai. Falei que do outro lado da vida, não tem como esconder ou camuflar os erros, tudo será cobrado de todos nós quando partirmos!
Por isso com relação aos meus avós e ao meu pai, pra encerrar essa postagem, eu só digo apenas uma palavra que aprendi no Momento de Fé!
MISERICÓRDIA!!!
Saudações do GLADIADOR DA MIDI®