VÔ JOÃO! O SENHOR FICARÁ PARA SEMPRE NOS NOSSOS CORAÇÕES!
UNIDOS PARA SEMPRE!
A BARCA
Ontém de noite a minha mãe, me perguntou se eu queria ir com eles pegar as cinzas do meu avô no crematório, pra jogar no mar. E é claro que eu aceitei ir, pois eu estária pegando as cinzas não só do meu avô, como as do meu melhor amigo que eu já tive na minha vida, depois de Deus é claro até 2005, que foi o ano que ele faleceu. Ele pra mim também é um guerreiro, melhor amigo, conselheiro e professor (porque muitas coisas que eu sei hoje aprendi com ele). Pois nós estavamos sempre unidos, tanto nas horas boas como nas horas ruins, estavamos sempre juntos. Para nós não havia o que pudesse separar a gente, em 1989 a morte tentou nos separar, mas graças a fé dele, eu sobrevivi e nós no hospital mesmo, quando eu "acordei" do coma, já voltei unido a ele de dois modos, como já faziamos antes aqui em casa e através da fé dele, com uma música da nossa igrejinha que tanto eu como ele amavamos aquela música, "A Barca". E devido a me ver quase morto dentro do carro dele e no leito hospitalar, ele ficou praticamente 1 mês e 11 dias sem comer direito, comendo só pão e água dentro do carrinho dele que ficava sempre estacionado, de frente pras janelas do prédio onde eu estava internado.
Quando aconteçeu aquilo comigo, como conta a minha mãe, ela viu o meu avô envelhecer a olho nú pessoalmente em questão de segundos, na porta da emergência que era onde eu estava antes de ser transferido pro quarto.
Mas como já falei foi graças a fé dele que eu sobrevivi! Infelizmente ficou uma sequela daquele coma que é a epilepsia que eu tenho até hoje, mas aos poucos com a ajuda de Deus eu estou começando a aprender a lidar com ela e a controlar as crises um pouco mais.
Mesmo assim, apesar da epilepsia que ficou como sequela, nós nunca nos separamos, isso nos uniu cada vez mais, para pedirmos a minha cura.
Mesmo assim, apesar da epilepsia que ficou como sequela, nós nunca nos separamos, isso nos uniu cada vez mais, para pedirmos a minha cura.
Mas quando ele adoeçeu em 2005, eu por motivos familiares estava na IURD, e ele não gostava muito da IURD. Eu tinha me ausentado da capelinha que eu frequentava com ele e fiquei não me lembro quantos anos, ausente dela. Até as coisas apertarem um pouco aqui p/mim e uma senhora que era da Assembléia de Deus, que morava aqui no terreno, conversar comigo em 2003 e eu cheguei a frequentar somente os cultos, que ela fazia aqui no terreno como violonista dos cultos dela, por isso o meu Giannini é um violão ungido. Só que eu me ausentei também dos cultos dela e foi quando eu fiquei praticamente dois anos sem frequentar uma igreja. Até que ainda no inicio de 2005, por conta própria eu resolvi entrar novamente pro grupo de jovens da IURD. O pessoal do meu grupo chegou a convidar o meu avô pra participar de alguns cultos, mas ele infelizmente já tinha tido o AVC (Acidente Vascular Cerebral) e já estava impossibilitado de andar. Ele só andava com a ajuda da gente!
Quando o pessoal do meu grupo (Tribo de Levi) convidava ele, se não me engano eu mesmo já avisava que ele não podia, porque um dos AVCs tinha deixado ele impossibilitado. Era quando eu perguntava ao meu avô se ele aceitaria que orassemos por ele. E como ele sempre aceitava, mesmo não gostando daquela religião que eu estava frequentando, nós nos reuniamos ao redor dele e oravamos empondo as mãos sobre ele. E naquele ano eu levava água todos os dias pro pastor benzer e bebia aquela água e também dava pro meu avô beber, além de fazer fizioterápia nele diariamente aqui em casa, nas mãos e nos pés. Articulação por articulação!
E 2005 devido a beber a água que o pastor benzia todos os dias, eu tive a maior das curas da epilepsia e além disso também tive uma benção material, que foi o meu teclado PSR-172. E também esperava sempre ver pelo menos uma cura no meu melhor amigo, por isso continuava também levando a água pro pastor benzer e também continuava fazendo a fizioterapia nele. Enfim eu lutei muito, mas muito mesmo pra poder ver o meu avô com pelo menos uma cura. Por mais que ele já não estivesse andando eu sempre acreditei que iria aparecer um milagre sobre ele, da mesma maneira que apareceu sobre mim em 1989. Só que existia um porém em tudo isso, em 1989, eu era apenas uma criança, os meus anticorpos ainda eram fortes, por isso sobrevivi. Mas em 2005 quando chegou a vez do meu avô ele já estava de idade, os anticorpos dele infelizmente já não eram mais fortes, por isso os AVCs estavam acabando com o cérebro dele. E eu não queria ver essa realidade, eu queria mesmo era de qualquer forma que Deus fizesse o milagre em cima do meu avô. Tanto que estava sendo raro eu pedir a minha cura eu pedia mais a cura do meu avô do que a minha, só que quem estava recebendo a cura era eu.
Eu estava sendo avisado por muitas pessoas que a hora do meu avô já estava chegando, só que eu não queria acreditar nisso, eu só queria acreditar em ver ele curado. Um amigão que é o Max que está comigo no meu teclado, em uma dessas postagens, esse meu amigo foi um dos que falou isso pra mim, até o meu avô mesmo no reveillon de 2005, perguntou pra nós: "Será que ano que vem eu vou estar com vcs?" E falou isso com os olhos cheios d´água. Que é essa foto que ele está todo de azul, quase sem cabelo nenhum e de óculos. Se observarem bem essa foto, vão ver que ele está com os olhos cheios d´água!
E esse foi o último ano que o meu avô, passou conosco e me ouviu tocando músicas no teclado, foi quando eu gravei 2 fitas, usando somente um gravador comum. Só que eu ainda não tocava "A Barca" nem no PSR-172 e nem no meu violão.
Até que uma vez estavamos almoçando, e percebemos pela maneira dele comer e pegar na colher, que ele estava muito esquisito. Quando minha mãe foi ver, ele tinha tido outro AVC que tinha deixado ele cego de vez. Só via vultos!
E foi quando eu parei de vez de orar por mim na IURD e só orava por ele, dei o endereço do hospital e o número do quarto dele pro pastor, pro pessoal da Tribo de Levi e pras pessoas da igreja que estavam orando por ele também, me ajudando. Praticamente posso dizer que formei uma corrente de orações gigantesca, por ele naquela igreja! E eu também orava praticamente em desespero, as vezes quando eu chegava no quarto pra ver ele, enquanto ele ainda "falava" com muita dificuldade, encontrava sempre alguma coisa da igreja que eu frequentava naquela época. Como por exemplo o jornal Folha Universal! Porque o pessoal da Tribo de Levi, o Pastor Édson ou qualquer outro amigo meu daquela igreja, deixavam como sinal pra sabermos que eles estiveram lá olhando e orando pelo meu avô. Quando eu voltava ia pra igreja e confirmava e eles, realmente sempre passavam lá pra orar por ele. Enfim eu estava fazendo de tudo!
Até que uma vez uma voz me falou, que eu tinha que retribuir a ele o que ele fez por mim em 1989, ficando com ele nem que fosse por um dia somente. Ao voltar da igreja e lá do hospital de onde ele estava internado, eu conversei muito sério com a minha mãe, que eu tinha que ficar pelo menos um dia com ele no quarto, fazendo comania a ele. Pra retribuir o tempo que ele ficou comigo, quando minha mãe concordou, por precausão, também fui pedir permissão a minha médica e obtendo a permissão dela também desde que eu fizesse como eu mesmo já planejava sozinho, levar os meus remédios pra lá, começei a armar o esquema pra fazer compania a ele. E ela falou que se eu sentisse qualquer coisa, eu tocar a campanhia pra chamar os enfermeiros pra me ajudarem.
Fora que quando eu sai da igreja deixei a Tribo de Levi e praticamente a igreja toda, em digamos uma espécie de alerta espiritual orando por mim e pelo meu avô!
No dia seguinte, de manhã cedo sai com a minha mãe e a minha irmã lá pro hospital, levando os meu remédios e eu só iria voltar pra casa no dia seguinte. Aquele dia todo eu ia ficar com o meu avô, tendo como principal base as orações da IURD. Se não me engano nesse dia mesmo que eu fiquei fazendo compania pro meu avô, alguns dos meus amigos da Tribo de Levi apareceram lá, pra orar pelo meu avô e oramos todos juntos empondo as nossas mãos sobre a maca do meu avô e depois foram embora, mas a oração que fizemos foi bastante forte. A tarde quando eu já estava sozinho com o meu avô, mesmo com ele sem falar nada eu conversava com ele e falava que a minha igreja toda estava orando por nós. E naquela mesma tarde, a esposa que um senhor que também estava internado junto com o meu avô e que conheçia a gente. Me perguntou o que é que eu estava fazendo lá? Que era melhor eu ir embora porque o meu avô não estava nem vendo e nem ouvindo nada. Por um tempo me mantive calado, até que ela ficou falando com mais frequência pra eu vir embora pra casa. E eu acabei respondendo a ela, que um dia não é nada perto de um mês e onze dias e também perto do que ele já tinha sofrido por mim. E deixei ela falando sozinha! Não respondi a ela nem mais um A!
Afinal quem era ela pra me obrigar a não ficar com o meu melhor amigo, que sofreu muito por mim durante um mês e onze dias?
A tarde quando chegaram os enfermeiros, eu ajudei a cuidar dele, fiz umas perguntas relacionadas ao estado de saúde do meu avô, me informei sobre tudo. E sempre cuidando de mim também, tomava os meus remédios tudo na hora certa. E mesmo no estado em que o meu avô já se encontrava eu conversava e orava muito, com ele, cada vez mais preso ao leito. Porque ele podia não estar respondendo mais, mas estava me vendo espiritualmente. Algo me dizia isso que ele ainda não estava totalmente ausente do corpo e que eu podia falar com ele e que ele ouvir o que eu estava falando pra ele, aquilo podia ajudar a reanima-lo, quanto ele ver em sí próprio que estava realmente partindo. Mas eu ainda não queria acreditar naquilo!
Quando a minha mãe apareceu novamente, eu voltei pra casa com ela. Só que quando cheguei da igreja a noite, a minha mãe falou que no dia seguinte ele ia ser transferido pra outro hospital de ambulância pra fazer um dos exames que eu também faço "Ressonância Magnética". Ao chegarmos no hospital no dia seguinte, estavam preparando o meu avô pra transferirem ele, pra fazer a Ressonância, por isso quando chegamos as portas do quarto já estavam escancaradas, pra maca dele sair. Ifelizmente só nesse dia ele teve três AVCs. Porque antes de colocarem ele na ambulância ele teve o primeiro AVC daquele dia, que foi quando ele fechou de vez os olhos e não abriu mais. Colocaram ele na ambulância a minha mãe foi com ele e eu fui de taxi, com a Thamy e o meu pai, seguindo a ambulância. E eu estava no banco do carona, só que no meio do caminho vendo a ambulância na frente e ao saber que dentro dela estava o meu avô (o meu melhor amigo), eu cai na real e senti que ele estava realmente partindo e naquele momento mesmo o meu avô teve o segundo AVC daquele dia na ambulância e ao mesmo tempo eu senti no taxi o AVC que ele tinha acabado de ter na ambulância. Conclusão eu começei ter convulção no banco do carona, a ponto de terem que deitar o banco do carro. Era o meu avô tendo o AVC na ambulância na frente e eu atrás dele no taxi sentindo através de convulções os AVCs que ele estava tendo e que ele estava realmente partindo.
Tanto que quando chegamos no hospital onde ele ia fazer a ressonância eu consegui sair do carro, mas estava muito, mas muito grogue mesmo. Eu estava conversando com a minha mãe e o meu pai, só eu estava mais pra lá do que pra cá, se não me engano derrepente eu tive uma tonteira forte novamente no hospital onde ele estava fazendo a ressonância. E nisso devido a eu estar, muito grogue da crise que tive no taxi, não consegui calcular nada naquele momento, tanto que o meu avô terminou o exame foi colocado na ambulância pra voltarmos e nós pegamos outro taxi pra voltar do mesmo jeito (seguindo a ambulância). Só que devido ao estado em que eu me encontrava por causa da crise e as ameaças, que estavam sendo pratricamente constantes, eu já não fui no banco do carona, fui atrás com a Thamy. E quando ele chegou na Clinica Ênio Serra em Laranjeiras que era onde ele estava internado, ele já foi encaminhado direto pra UTI, devido a já estar em coma e foi quando eu fiquei sabendo que ele tinha tido um terceiro AVC, enquanto estava fazendo a ressonância. Que foi a tonteira que eu senti e me deixou tendo ameaças direto, tanto que nesse dia eu nem fui ao culto da minha igreja. Enfim eu tinha sentido até o que ele teve na máquina de ressonância. Só por ai da pra ter uma noção do tamanho que era a nossa união!
Naquele dia quando melhorei das tonteiras, já fui direto pra minha igreja e aumentando as orações, mas algo me pedia pra eu orar, pra que ele descansaçe paz. Até que alguma voz me falou pra eu ficar um tempo sem ir lá e passou a me segurar aqui em casa. Porque eu ver o meu avô no estado em que ele estava na UTI, era forte demais pra mim, mas eu continuava orando, mas já fazia orações deixando tudo a vontade de Deus e não a minha (ver o meu avô curado).
Ainda frequentei a IURD por umas duas ou três semanas. Até que eu começei a pegar letras de hinos lá da igreja pra tocar no PSR, e estava de certa forma "sendo treinado" pelo tecladista e o novo pastor que também tinha entrado, pro lugar do pastor Édson. Pra mais pra frente ser tecladista de lá. Só até um dia que eu ouvi por alto que, pra ser tecladista pra isso eu teria que me batizar novamente lá na IURD, só que eu já sou batizado na igreja católica.
Quando ouvi isso fui confimar e foi quando descobri que secretamente eles "estavam me empurrando pra um batizmo" (só iam me avisar que eu teria que me batizar, quando eu já fosse tecladista de lá, o que não me deixaria com nenhuma outra saída).
Foi quando eu pensei também no meu avô, e me lembrei que ele queria que eu fosse tecladista Santuário de São Benedito. Foi quando eu fui a uma missa aqui em cima e pedi todas as referências do coral de São Benedito. E não voltei mais pra IURD, passei a frequentar o Santuário, ia a todos os esaios do coral e a todas as missas todo domingo.
Se eu senti raiva das pessoas que estavam me empurrando pra um batismo sem me avisar? Não eu nunca senti raiva deles tanto que tenho amizade com esse pessoal até hoje, só ficou dificil a gente se encontrar ultimamente, porque a igreja mudou de lugar. Eu só fiquei um pouco chateado, por eles não me avisarem de que era preciso ser batizado pra ser tecladista de lá. Por isso pra manter a amizade e não criar rancor daquele pessoal e da igreja, eu preferi sair da igreja, pra não me aborrecer se viessem me obrigar a me batizar lá, o que iria criar em mim rancor tanto do pessoal como da igreja. E assim foi melhor porque eu mantive a amizade, não criei rancor de nada e sempre que eu preciso da ajuda deles é só eu ligar, que o pessoal aparece e me ajuda.
Nesse mesmo tempo eu encontrei pelo http://www.cifras.com.br/, as cifras da música "A Barca" a música que o meu avô e eu gostavamos e ele cantava pra mim quando eu estava internado e depois eu cantei pra ele lá no hospital quando fiquei por um dia como acompanhante dele.
Só que as cifras eram muitas, mas consegui sozinho a fazer uma versão do acompanhamento dessa música, mais simples ainda usando somente as seguintes cifras, C=Dó maior, Am=Lá Menor, F=Fá maior, G=Sol Maior, C7=Dó com sétima e o refrão F=Fá Maior, Em=Mi Menor, Dm=Ré Menor, C=Dó Maior e C7=Dó com sétima.
Anotei tudo no caderno e levei pro Sr. Domingos, o regente do coral confirmar tudo, só tinha uma nota errada no refrão a Em=Mi Menor foi substituida por C=Dó maior. Na verdade a nota não estava errada, só que o som ficava melhor com C=Dó maior, foi quando substitui de vez. E ensaiei abessa essa música tanto no coral pra cantar na missa como aqui em casa tocando o violão.
Até que derrepente a mesma voz que falou pra eu ficar em casa, porque era muito forte eu ver o meu avô naquele estado pediu, que eu fosse até lá ver o meu avô novamente. E nisso já foi me preparando pro dia que o meu avô partisse. Por isso naquele dia eu fui novamente com a minha mãe ver o meu avô, totalmente entubado, fui dois dias lá pra ver o meu avô na UTI, quando eu já cantava e tocava "A Barca". No terceiro dia, faltando também um dia pro aniversário da Thamy, a noite eu tinha como costume, dormir ouvindo um rádio do meu avô que era bem antigo da General Elétric. Só que naquela noite o rádio dele não queria pegar de jeito nenhum, o rádio do meu avô só chiava.
Até que derrepente, um rádio que estava com defeito, do nada ligou sozinho no quarto da minha mãe, no último volume de uma maneira dava-se pra perceber, que o som era bastante nitido, mas não dava pra entender nada do que estava sendo falado no rádio.
Minha mãe chegou a pensar que tinha sido eu que tinha ligado o rádio naquela altura, perto das 5h da manhã, só que na verdade, eu estava era tentando ligar o do meu avô, e estava com o rádio baixo. E como era 5h da manhã eu corri e desliguei o rádio porque por mais que estivesse nitido o som, não dava pra entender nada. Voltei pro quarto do meu avô, e como eu não consegui ligar o rádio do meu avô tentei dormir sem o som do rádio do meu avô, mas depois das minhas orações que faço todas as noites, eu não consegui dormir. Só que derrepente eu só vi a minha irmã, entrar correndo e chorando no quarto do meu avô falando pra mim que o meu avô tinha falecido. Foi quando nós nos lembramos do rádio com defeito que ligou sozinho, alto com som nitido, mas ninguem entendia nada do que estava sendo falado, calculamos que isso foi ele tentando usar o rádio pra se despedir de nós, e depois de certa forma ele tapou os meus ouvidos pra eu não ouvir o tel tocar avisando do falecimento dele, eu digo isso porque eu não ouvi o telefone tocar. Fora que eu passei aquele dia inteiro em uma espécie de transe. Por isso eu nem cheguei a chorar muito, porque ele mesmo já foi me preparando praquele baque.
Eu só "me lembro" de eu escrever a letra com as cifras da música "A Barca" corrigida pelo Sr. Domingos, com menssagens de carinho pro meu avô. Que eu ia colocar na mão dele ou no caixão. Se não me engano o que eu escrevi pra ele, foi "Vô João! Como o Sr não pode escutar eu cantando e tocando ela aqui em casa comigo, estou enviando com muito carinho ela, pro Sr ouvir A Barca do outro lado totalmente corrigida por mim e pelo Sr. Domingos que é o regente do coral da nossa igreja. Descanse em paz!" E também pedindo que ele pedisse a Deus a minha cura.
Outra coisa que eu também me lembro foi a Lorena a amiga da minha irmã me dar um beijo de consolo, enquanto eu estava ao lado do caixão dele, o Leandro me dar um abraço me consolando também, eu, o meu pai, o Sr Severino (marido da Dna. Mária), e mais outras pessoas da familia pegar a alça do caixão dele, que voltei de carro com o Alexandrino (sobrinho do meu avô) e que enquanto voltavamos de carro com ele, o Alexandrino nos avisara, que depois de 6 meses era ele quem iria falecer.
Só me lembro disso, se resto, passei aquele dia todo como se fosse em uma espécie de transe.
E depois daquele dia quem ia sempre a missa era sempre eu no lugar do meu avô e estava sempre no coral. Só que com o passar do tempo, eu precisei voltar aos estudos, e as aulas eram no mesmo horário que os ensaios do coral, por isso primeiro "sai do coral" mas ia sempre a missa, mesmo assim eles sempre me chamavam e sempre me chamam até hoje, pra cantar no coral, porque eles já conheciam o meu potêncial relacionado a músicas. Depois como começei a ter uns problemas que passou a ser raro eu ir pessoalmente aqui na missa, mas todos os dias ouço o Momento de Fé, com o Pe. Marcelo Rossi e assisto as missas pela TV. Estou planejando esse domingo ir a missa aqui, mas se não der eu assito pela TV. Mas eu quero ir pra por o nome do meu avô pra rezar uma missa pra ele.
E agora depois de três anos, o meu avô e melhor amigo do pó voltou ao pó e das cinzas voltou as cinzas. Mas nunca será esquecido por todos nós, por mim então nem se fala, porque como comento no inicio, eramos e ainda somos unidos da mesma maneira. Porque é como o Pe. Marcelo Fala que quando perdemos um parente ou amigo aqui na terra, nós ganhamos uma intercessão no céu. Por isso eu tenho certeza que atualmente ele está intercedendo por mim lá do outro lado.
E como hoje ia ser o dia que nós iamos, pegar as cinzas dele e jogar no mar, eu estava sonhando uma coisa quando derrepente o sonho do nada mudou e apareceu o meu avô, e eu nunca tinha visto ele tão bem como hoje, e ele estava chorando, mas não era de tristeza era de alegria e tinha água no sonho, e só me lembro dele falar pra mim que estava indo embora, mas que ele nunca iria nos esquecer. E que um dia nós vamos nos encontrar novamente, mas só Deus sabe que dia será esse!
Saudações do GLADIADOR DA MIDI®
Obs:. Essa postagem me deixou com nó na garganta!

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1 comment:
Eduardo, passei rapidamente aqui, mas como hoje to meio lerda, amanha volto pra ler e comentar com mais calma ta?
Bjussss
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